Itaú, Unicef, Cenpec e Belo Horizonte na coletiva de imprensa sobre o Prêmio

April 6th, 2009

Jornalistas de diversas parte do Brasil participaram de uma coletiva de imprensa hoje, 06/04; realizada pela Fundação Itaú Social, pelo Unicef, e pelo Cenpec; para conhecerem a nova edição do Prêmio Itaú-Unicef, que será lançada também hoje à noite.

Compunham a mesa Ana Beatriz Patrício, diretora da Fundação Itaú Social; Maria Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil; Maria do Carmo Brant de Carvalho, Superintendente do Cenpec; Macaé Maria, Secretária de Educação de Belo Horizonte; e Ligia Vasconcellos, economista do Itaú.

“Desde 1995, primeira edição do Prêmio, nós o colocamos como indutor de uma política pública de educação integral. Nós entendemos que crianças, adolescentes e jovens estão na escola, mas precisam de uma aprendizagem mais qualificada. E por que não otimizar espaços que existem nas comunidades para isso?”, indagou Ana Beatriz. A diretora da Fundação se referia a parceria entre escola, organizações não-governamentais e outros lugares do território. Mas, segundo ela, não basta apenas circular em outros espaços: “é preciso uma proposta pedagógica articulada para conseguirmos uma educação integral. O trabalho nestes espaços devem ser planejados.”

“O direito da criança não é só ter acesso e permanecer na escola, mas aprender. O Prêmio é a experiência mais rica tanto no ponto de vista de conceituar a educação integral, quanto no de observar na prática a articulação entre comunidade, escola e família”, explicou Maria Salete.

O mote deste ano do Prêmio é o Tempos e Espaços para Aprender e para Maria Salete os motes refletem a história desta conceituação. “Caminhamos um longo tempo para entender que a criança precisa de tempos e espaços articulados.”

“Para ser integral é preciso respeitar o contexto social de onde a criança está e sua individualidade. É necessário que ela seja visto como um ser único, que tem necessidades especiais, porque necessidades especiais temos todos”, comentou Salete.

Maria do Carmo apostou no maior entendimento do conceito de educação integral nesta edição do Prêmio Itaú Unicef. “Crianças e adolescentes são aprendentes. São sujeitos curiosos que buscam, acessam e produzem conjuntamente uma aprendizagem”, contou. “É preciso que sejam criadas oportunidades possíveis para que a crianças acompanhem a velocidade da tecnologia, das mudanças e a complexidade de uma sociedade neste mundo contemporâneo”, completou.

No Brasil, existem cerca de 15 mil organizações não-governamentais que trabalham com crianças e adolescentes. “Mas não basta uma articulação entre escola e ONGs, mas criar pactos na comunidade e em todo o território”, disse Maria do Carmo.

Macaé Maria apresentou o Programa Escola Integrada para os jornalistas, implantado em parte da rede municipal de ensino de Belo Horizonte. “Desde 1990 pensamos em Belo Horizonte para as crianças e adolescentes. Para que eles pudessem freqüentar os diversos espaços públicos e privados que a cidade oferece. A vivência na cidade é excludente”, explicou Macaé.

Depois, a secretaria relembrou a parceria entre Cenpec, Itaú e a Prefeitura de Belo Horizonte na implantação do Programa Gestores de Aprendizagem Socioeducativa, que articulava organizações não-governamentais e escolas na construção de um projeto pedagógico conjunto.

Prêmio Itaú-Unicef 2009

April 6th, 2009

Hoje, dia 6 de abril, ocorrerá o lançamento nacional da 8ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. O evento será realizado no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, nº 149, às 19h. Ao longo de abril e começo de maio, acontecerão os lançamentos regionais. Fique atento às datas que já foram publicadas aqui no site Educação & Participação.

A partir da meia noite, no site da Fundação Itaú Social, estarão disponíveis as fichas de inscrição.

Resumo dos Grupos de Trabalho

November 11th, 2008

As apresentações dos Grupos de Trabalho estão sendo mostradas em power point nesse momento. Transformei as apresentações em um documento PDF. Para baixar, é só clicar aqui.

O Beco do Aprendiz

November 11th, 2008

“O problema de uma metrópole é que você não se vê refletido na cidade.”

A partir dessa afirmação, Gilberto Dimenstein contou como o Cidade Escola Aprendiz, os alunos e a comunidade da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, transformou um beco do bairro dominado por traficantes de droga em um espaço artístico de encontro dos jovens.

Os muros foram transformados em grandes panéis com grafite e um muro todo foi dado aos pixadores, que aprenderam a respeitar e a cuidar do espaço. “Eles pensam: Eu cuido porque o espaço é meu”, explica Dimenstein.

Saiba mais sobre o Beco do Aprendiz.

Seminário de Juventude - Segundo dia

November 11th, 2008

Hoje o trabalho por aqui começou cedo. Às 9h, o público já se reúnia no café para comer e em seguida se juntar aos grupos de trabalho.

Em várias salas, estão rolando discussões sobre Juventude e Cidade, Juventude e Tecnologia, Juventude Educação e o Mundo do Trabalho, Juventude e Cultura, e Gestão de Programas para a Juventude.

Eu (Leonor Macedo) estou no auditório principal ouvindo Kazuo Nakano (Instituto Pólis), Jailson de Souza Oliveira (Observatório de Favelas) e Gilberto Dimenstein (Cidade Escola Aprendiz) falarem sobre os jovens na transformação e circulação nas cidades.

Logo mais publicarei o relato do debate e tentarei buscar informações sobre os outros grupos. Aguardem.

Juventude e Políticas Públicas

November 10th, 2008

O tema da mesa principal é “Juventude e Políticas Públicas”, com participação de Maria do Carmo Brant - Coordenadora Geral do Cenpec, Beto Cury - Secretaria Nacional da Juventude e Fernando Rossetti - GIFE.

Beto Cury diz que uma das boas novidades que nós temos no Brasil é esse olhar diferente que o país passou a ter com a juventude. “Há uma onda positiva em torno do tema juventude. Até 2005, dos países vinculados a Organização dos Estados Ibero-americanos, apenas Brasil e Honduras não tinham uma política pública para a juventude. O que tinha até ali era uma política de crianças e adolescentes e depois os jovens entravam em uma política para adultos”. Ele afirma que o Estado passou a observar o jovem como um sujeito de direitos, mas que o país tem, segundo a PNAD, 50 milhões de brasileiros e brasileiras jovens. “Desses jovens 4,5 milhões estão desempregados, fora da escola, sem ensino fundamental. Uma população maior do que a população do Uruguai. Isso é reflexo da ausência de olhar do estado brasileiro”.

Cury completa sua apresentação informando que em 2004, o presidente Lula designou um grupo interministerial para fazer um diagnóstico da Juventude e apresentar propostas para essa faixa etária, entre elas a criação da Secretaria Nacional da Juventude. “Nós precisamos gerar oportunidades e assegurar direitos aos jovens. Um grande desafio que nós temos é fazer com que a política de juventude não seja uma política de governo, mas de Estado”.

Usando dados do Censo GIFE Juventude, Fernando Rosseti mostra que 83% do investimento social privado é na área de educação e juventude. A faixa etária atendida por esses programas vai dos 18 aos 24 anos. “O investimento social privado acompanha as políticas de Estado, apesar de não haver um consenso sobre a faixa etária dessa juventude”.

Finalizando a mesa a Coodenadora Geral do Cenpec, Maria do Carmo Brant de Carvalho,  fala a sobre as políticas para a juventude numa perspectiva histórica, dizendo que nos anos 60 houve um grito da juventude por políticas públicas para a juventude. “No Brasil isso foi percebido pelo grande aumento do número de universidades públicas. Foi uma época de música e cultura procurando responder a esse grito. Depois essa  política caiu num limbo”.

Ela afirma que agora no início do século XXI voltou-se a falar do assunto: “A pressão demográfica de uma população de mais de 50 milhões de jovens faz o assunto voltar à tona”.  Ela faz uma ressalva em relação às políticas atualmente em vigor dizendo que ela não é abrangente o suficiente. “O retrato da política hoje é uma politca para a juventude pobre. No momento não temos uma política robusta para juventude, apesar de termos tudo para tê-la. O Estado é uma máquina de produzir e operar políticas, mas elas náo nascem nos estado e sim na sociedade civil. É preciso uma vocalização da sociedade para que isso aconteça”.

“É preciso tirar os jovens do confinamento social”

November 10th, 2008

Para Antônio Matias, da Fundação Itaú Social, o Seminário é uma etapa importante de uma jornada onde ainda há muito o que fazer. “Quero reafirmar aqui o quanto nós acreditamos que a educação é o principal fator de desenvolvimento econômico e social do país.”

“O diálogo foi um dos grandes aprendizados. Nessa caminhada de 15 anos, entendemos a importância de espaços de articulação onde diversos atores sociais se juntavam. Só unindo forças, é que conseguimos fazer contribuições efetivas”, completou.

Segundo o vide-presidente da FIS, trabalhar com juventude foi chamar a responsabilidade. “Começamos a refletir sobre a dramática situação da juventude, principalmente em grandes centros urbanos. Sabemos o quanto os jovens precisam de oportunidades. Antes de tudo, tirar esses jovens do confinamento social. Fazer com que eles desenvolvam competências.”

Jovens Urbanos: pontos fundamentais e aprimoramento

November 10th, 2008

“Juventude é um tema bastante complexo e tem desafiado varios pesquisadores e educadores. Como trabalhar junto com os jovens? Fazer uma política com os jovens e não para os jovens?”, perguntou Maria Alice Setubal, diretora presidente do Cenpec.

Segundo ela, alguns pontos do Programa Jovens Urbanos são fundamentais: “tivemos como desafio trabalhar em grandes centros urbanos. Para nós, esse era um desafio muito presente e o programa se desenvolveu em bairros de Sao Paulo e Rio de Janeiro.”

“O PJU fez uma aposta na potência e na vontade de futuro desses jovens dessas regiões periféricas. Queremos reverter o olhar dessas regiões e desses jovens. Junto com eles, poder fazê-los pensar em um projeto de futuro”, completou.

A outra aposta do Programa é a circulação na cidade e a intervenção na cidade. “Conhecer a cidade, reconhecer a cidade e apropriar-se da cidade.”

“O jovem estava muito inserido nessa sua comunidade. Se de um lado isso é importante para trazer o pertencimento, a valorização do local, ao mesmo tempo esse jovem circunscrevia sua vida apenas nessa comunidade”, explicou Maria Alice.

O Jovens Urbanos procura ampliar o universo cultural do jovem, mas a cidade se coloca muitas vezes como um território estrangeiro para os meninos e meninas. “Parecem questões óbvias, mas são muito complexas e com impacto muito grande para esses jovens. É preciso se colocar em uma postura de disponibilidade de aprender e de ouvir o que a cidade tem e pode oferecer. De conhecer e de aprender e em um segundo momento, se reconhecer parte dessa cidade, se apropriando de todos os equipamentos culturais e sociais. Portanto, estabelecer pontos de diálogos entre o bairro, a comunidade e a cidade.”

O quarto ponto é o projeto que os jovens desenvolvem. Há um trabalho de apropriação desse mundo de tecnologia e de tramas sociais diversas.

Segundo Maria Alice, um dos desafios do Programa é a relação dos jovens com a escola. “Há uma falta de diálogo e uma culpabilização entre todos que precisamos romper. Uma dificuldade de ouvir um ao outro, de escuta”. “Como a escola pode se apropriar das dimensões que deram certo no Jovens Urbanos?”

Seminário Metodologias e Práticas de Programas com Juventudes

November 10th, 2008

Já estamos, eu (Leonor Macedo) e Alexandre Garcia, na Abimaq, onde vai rolar o Seminário do Programa Jovens Urbanos. O PJU é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Cenpec. A primeira mesa está prevista para às 14h30 com Antônio Jacinto Matias, da Fundação Itaú Social; Maria Alice Setubal, do Cenpec e da Fundação Tide Setubal; Beto Cury, da Secretaria Nacional da Juventude; e Nelson Hervey Costa, da Secretaria Municipal do Trabalho.

Aguardem a cobertura aqui pelo blog. Por enquanto, estamos ouvindo uma bossa nova aqui no auditório.

Mais Educação

November 4th, 2008

Em mais uma mesa da manhã, Jaqueline Moll, do Ministério da Educação, falou sobre o Programa Mais Educação, do Governo Federal.

Foi elaborado em 2007 para fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens no contraturno escolar, com atividades socioeducativas.

É desenvolvido pelo Ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Esporte, da Cultura, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia; e mais a Presidência da República e a Secretaria Nacional da Juventude. “O programa será implementado por meio do apoio à realização, em escolas e outros espaços sócio-culturais, de ações sócio-educativas no contraturno escolar, incluindo os campos da educação, artes, cultura, esporte, lazer (…)”, diz o documento onde está descrito o Mais Educação.

E vai além: quer mobilizar as crianças, adolescentes e jovens “para a melhoria do desempenho educacional, ao cultivo de relações entre professores, alunos e suas comunidades, à garantia da proteção social da assistência social e à formação para a cidadania, incluindo perspectivas temáticas dos direitos humanos, consciência ambiental, novas tecnologias, comunicação social, saúde e consciência corporal, segurança alimentar e nutricional, convivência e democracia, compartilhamento comunitário e dinâmicas de redes.”

Em 2008, o Governo previu a implantação do Mais Educação em 47 municípios. Em um primeiro momento, o Programa terá foco em capitais, regiões metropolitanas e cidades com mais de 200 mil habitantes e 1.966 escolas.

Leia o Programa Mais Educação completo.